sábado, 10 de novembro de 2012

Jacques Tati, um gênio francês

Nesse post aqui, falei de Jerry Lewis, um ator/diretor/roteirista que fez sucesso principalmente nos anos 50/60 com comédias que adoro. Outro ator/diretor/roteirista da mesma época e que também tenho muito apreço é o francês Jacques Tati. A primeira vez que vi um de seus filmes foi em 2002, quando eu tinha 12 anos. Lembro muito bem desse dia: assisti ao filme "Meu tio", exibido num canal não muito conhecido e em um sábado à noite. Era uma comédia com poucos diálogos, com um personagem chamado Sr. Hulot e composta de muitas cenas cômicas que misturavam surrealismo e críticas sociais expostas de forma leve e sutil. Amei logo de cara, e ri demais.

Nesse mesmo ano, e no mesmo canal, tive a chance de assistir a mais dois filmes seus: um curta metragem chamado "Curso Noturno", outro filme que achei muito engraçado e inteligente, e o "As férias do Sr. Hulot".

Como Jacques não é muito conhecido do grande público daqui, fiquei muitos e muitos anos sem poder assistir a nenhum outro filme dele, tanto porque sua obra não era mais exibida em nenhum outro canal aberto, como também porque nunca achei em nenhum lugar DVD's para alugar e/ou comprar.

Então, em 2009, no ano da França no Brasil, tive uma feliz surpresa: haveriam várias sessões de filmes do Jacques Tati no Centro Cultural Banco do Brasil, e de graça! Lógico que arrastei minha mãe (que também curte o Tati) e fomos para lá. Vi mais uma vez o "Curso Noturno" e alguns outros curta metragens do início de sua carreira (um até de 1936!). Pude também ver o "Playtime", outro filme bem no estilo de Tati, com poucos diálogos, imagens lindas e cenas engraçadas e até meio nonsense.

O que me faz gostar de Tati, além de seu humor característico, é a forma como ele conduz seus filmes: cheios de detalhes muito modernos para a época, cenários futurísticos, imagens lindas muito amplas e iluminadas e a habilidade que ele tinha em expressar várias idéias sem praticamente falar uma palavra sequer.

Engraçado é que, quando penso no nome Jacques Tati, a primeira imagem que me vem à cabeça é a dele caracterizado como seu personagem mais recorrente, o senhor Hulot:

Sobretudo, guarda-chuva debaixo do braço, chapéu e cachimbo: aqui está Monsieur Hulot!

Acho muito triste o fato de Tati não ser muito conhecido aqui no Brasil. Para mim, ele foi super competente em toda a sua obra, e com certeza merece muito mais reconhecimento por seu trabalho.

Para quem se interessar em assistir seus filmes, já aviso: infelizmente é muito difícil de encontrá-los. Algum tempo atrás achei torrents de alguns de seus curta metragens, e dos filmes "Playtime" e "Meu tio", mas eles têm pouquíssimos feeds, o que dificulta o download. Para encontrar legendas em português também é meio complicado (um dos motivos que quero aprender francês, hehehe!). Mas acredito que todo o esforço vale a pena em se tratando de coisas legais como a obra maravilhosa de Jacques Tati!

Atualizado: encontrei um lugar para baixar "Meu tio" com torrent + legenda em português! Só clicar aqui!

Achei também o torrent com legendas em português de "Playtime": clique aqui

Link para três curta metragens de Tati, aqui.

Ah, e eu não sabia que tinham lançado uma animação baseada num script escrito por Tati: "L'Illusionniste" . Achei o torrent aqui e já estou baixando para ver se é legal. Se eu gostar, posto aqui minha opinião!


3 comentários:

Shizu disse...

Hey~ Tava passeando por um blog e acabei encontrando o seu, que alias é muito bonito ♥ por isso resolvi te convidar a participar no Blog Destaque lá na minha pagina, oque você acha? Se tiver interesse dá uma passadinha rapida lá no meu blog para saber como aparecer lá ^^ mas se não tiver interesse então desculpa o incomodo, tenha uma Boa Semana!

http://himi-tsu.blogspot.com.br/

Si disse...

Não o conhecia, mas fiquei curiosa por conhecer o trabalho dele.
Beijos e carinhos, fica com Deus.

Felipe Sioux César disse...

Tati, genial realmente, e faz parte de minha vida, o primeiro filme que vi deste genial Hulot, foi Traffic de 1971, assisti no cinema quando residia em Porto Alegre, naqueles maravilhosos anos 70. Bom saber que a nova geração admira este mestre, belo post, abraço.

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