sábado, 29 de novembro de 2008

Thinking

Liberdade é talvez um conceito muito mais prático que teórico.Mas ainda sim é algo real.Esse discurso cético de que liberdade é algo que não existe absolutamente,é um tanto quanto extremista. Afinal,se fosse algo apenas imaginário,como explicar o impulso criativo que sentimos diante de alguns momentos ao longo da vida?Pra mim,só pode ser algo que liberta. Liberdade é algo talvez tão pessoal que por isso mesmo seja tão difícil criar uma única definição a respeito. É o tipo de abstração que só pode ser vislumbrada com uma boa dose de... liberdade. Mas de uma coisa se pode ter certeza: ela está muito longe de ser apenas a "capacidade de sair por aí sem dar satisfação a ninguém",esse é só um lado minúsculo do todo. Tranquilidade é liberdade,criação também.Poder ter certeza do que ser quer é uma forma de se sentir livre,assim como ter certeza da falta de certeza também é se libertar. Porque liberdade é a arte da escolha: a de ser como se é e de também não querer ser,a de poder fazer ou não,etc,etc. Até nos momentos em que nos limitamos estamos sendo livres para poder nos limitar,afinal essa é uma opção nossa. No fundo,talvez liberdade nem seja algo tão expansivo,mas que está intrínseco em cada momento do dia a dia,de acordo com o pensamento de cada um e do espaço em que se encontra. Há momentos em que parece mais fácil senti-la. Mas ela está sempre conosco. Poucos se dão conta de como são livres,pois se apegam a convenções e ciladas do ego,mas liberdade pra mim é assim: simplicidade,opções,respeito e muita,muita tranquilidade. Meus pais são livres,meus amigos nem tanto,John Lennon era livre e muitos gênios também;me sinto hoje mais livre que há anos atrás,pois descobri que no fundo só nos resta sermos tranquilos,e não nos abalarmos com besteiras,pois isso é perda de tempo.

sábado, 22 de novembro de 2008

Valores

Vendo um álbum de fotos da minha prima,me bateu uma tristeza muito grande. Eram fotos dela grávida junto com seu marido; ele morreu menos de um ano depois que seu filho nasceu. Foi num acidente de trabalho,e de forma súbita. Um baque e tanto para toda a família. Vendo isso,percebo o quanto a vida é frágil. Um dia estamos super bem com nossos amigos e familiares,e de repente coisas desse tipo podem acontecer. Aí vem aquela velha história de "é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã" que até já foi transformada em clichê,mas que com certeza faz muito sentido.
As pessoas se apegam tanto a detalhes tão mínimos da vida,se desgastam por picuínhas sem sentido e perdem o tempo que poderiam estar ao lado de pessoas queridas por rusgas idiotas. E acabam que só dão valor ao que tinham depois que perdem.
Por que tem de ser assim? Por que não procurar curtir ao máximo a presença dos amigos,os momentos de alegria,e deixar as brigas infundadas de lado? Claro que momentos difíceis vêm para todo mundo,mas é nessas horas que o amor têm é que se reforçar,servir de base para que os momentos ruins possam passar o mais rápido possível,e que só fiquem as lições boas disso.
E,da minha parte,vou procurar investir mais no que vale a pena,e deixar as intrigas inúteis no passado. Não vou só valorizar as coisas depois de perdê-las.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Strange days

Atualmente é bem difícil definir o que arte. Com tanta coisa sendo feita por aí,e tanto acesso à tudo,as coisas estão ficando cada vez mais confusas. É uma bagunça enorme. Mas,o que é mesmo arte? Essas fotos estranhas que são divulgadas por aí, essas camisetas com mensagens sem sentido,essa postura pseudo liberal? Não sei se eu que sou meio inflexível,ou se a coisa está virando zona.

Porque até certo tempo atrás não havia espaço para todo mundo se expressar,mas ainda sim surgiam coisas incríveis. Atualmente o que vejo é uma coisa plastificada,que de vez em quando finge ser "sujinha",mas que é asséptica demais pro meu gosto. Parece que está tudo sendo pré fabricado.

Da mesma forma também não entendo pessoas famosas como a Marimoon. Nada contra ela pessoalmente,mas o que ela faz de mais? Sabe usar bem um photoshop, e tem cabelo rosa. Só. Milhares de pessoas também fazem isso, e não se tornaram ídolos teen. Antes de ser veejay da MTV,eu nunca nem tinha ouvido falar dela. Acho que pessoas assim têm pouco a nos acrescentar,e o que entristece é ver que tanta gente se espelha nesse estereótipo superficial.

É,agora entendi. Superficial é a palavra que define o que se vê hoje. Porque Amy Winehouse até canta bem,mas só é conhecida por suas roupas e postura (ou falta dela).

Música de verdade,arte de verdade está ficando cada vez mais difícil de ser vista por aí. Eu estou me cansando de plásticos e exageros infundados.


O filme da minha vida

Esse filme foi lançado no circuito comercial há dois anos atrás,mas ficou menos de duas semanas em cartaz e logo saiu. Pelo jeito não emplacou. Talvez tenha sido por pouca divulgação,ou pelo fato de ser um filme nacional,o que é ainda motivo de grande preconceito para muita gente.
O negócio é que ele é muito bom,e deveria ter sido mais valorizado.
1972-O filme retrata a vida de jovens dos anos 70,época em que,todo mundo sabe,imperava o autoritarismo do regime militar,e os jovens viam na música um de seus mais poderosos meios de expressão. Embalado por músicas que marcaram a história do Rock nacional,o filme se desenrola entre o subúrbio do Rio de Janeiro e sua área nobre,mostrando a relação de duas pessoas que se conhecem por influência dos Rolling Stones.
A reconstituição da época é perfeita,tanto nos figurinos quanto nas locações,e quem viveu essa época com certeza há de concordar que histórias como essas eram bem comuns. Lindas de ser ver.
Esse filme vale muito a pena ser visto. Está disponível em DVD e é mais fácil de achá-lo pela internet.
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