segunda-feira, 30 de junho de 2008

A descoberta do mundo




Nunca simpatizei com Clarice Lispector,mesmo sem nunca ter lido uma linha de seus livros. Todas as fotos que tinha visto me passavam a idéia de que ela fosse uma pessoa arrogante. Até que um dia minha mãe chegou com esse livro "A descoberta do mundo",e minha visão dessa autora mudou bastante. Continuo sem ter lido nenhum de seus romances,mas através desse livro pude pelo menos ter a certeza de que antipática ela não era."A descoberta do mundo" é uma antologia de crônicas que Clarice publicou aos sábados no Jornal do Brasil entre os anos de 1968 a 1973,e nele transparece a visão poético-lírica da autora em relação à vida,as pessoas,ao mundo em geral e até a fatos corriqueiros típicos do dia-a-dia.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse livro é o formato dos textos,trazendo no cabeçalho a data em que foram publicados,criando a ilusão de um diário ou blog.Clarice foi uma mulher muito inteligente,e sem dúvida seus livros devem ser bons. Quando tiver oportunidade de ler pelo menos um,poderei dizer com mais firmeza.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A vida é cheia de surpresas mesmo. Passamos anos maldizendo determinadas coisas,e um belo dia nos deparamos com situações que nos colocam numa posição completamente diferente. E o que se deve fazer nessas horas? Bom,eu tenho vivenciado isso,e o jeito é aceitar o que vem por aí. Afinal,se nos deixa felizes,é mais fácil abandonarmos posições ultrapassadas e experimentarmos novas situações do que ficarmos estagnados para o resto da vida.

sábado, 21 de junho de 2008

Birthday

Os aniversários são tão dolorosamente breves! Esperei tanto por esse dia e ele praticamente já passou. E cá estou eu,perplexa. Pois,enfim,são dezoito anos: de muito Rock'n'roll,alegrias,sonhos,desesperos,frustrações,lembranças amores e amigos. E o tempo passa sem que se perceba. A inevitável pergunta surge a cada instante: o que será que vem por aí? São tantas expectativas e pensamentos que se misturam,que no fim a conclusão à que se chega é a de que o melhor é esperar,e ver o que acontece.
Mas,claro...sem querer soar egocêntrica: parabéns para mim,magrela doida.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Parabéns Paul


Por motivo de força maior,estou atrasada,mas ainda em tempo de dizer:

Nesse último dia 18 (mais conhecido como ontem),Sir James Paul McCartney (ou o "velho Macca" para os mais chegados),completou 66 anos.Como já foi dito em anos anteriores,ele conseguiu passar pelos supra-citados 64 anos,e muito melhor do que planejou na canção "When I'm sixty four",o que é de deixar qualquer fã muito feliz,diga-se de passagem.O baixista dos Beatles,autor de algumas das mais belas canções de amor do século 20 só não vai receber minhas completas congratulações por que ainda não veio ao Brasil depois que me tornei beatlemaníaca,mas pode ficar tranquilo pois continuo nutrindo pelo garoto (já nem tão moço assim) um amor puro,sincero e eterno(Yeah,it's a real love).Enfim, que ele consiga se recuperar do baque econômico que sofreu recentemente e que todas as tolas canções de amor de Paul possam nos alegrar por mais muitos anos.

Because the love you take is equal to the love you make.

domingo, 15 de junho de 2008

They can't get no satisfaction

O que é satisfação,isso que todos procuram e que poucos dizem ter?

É ter tudo o que se quer,não prestar contas a ninguém,estar perto de quem se ama? Então satisfação é um conjunto de amor,liberdade,saciedades e tantas outras coisas,que no fim,caracterizam a felicidade. Mas...existe alguém que diga com plena covicção que é feliz,ou melhor,que está 100% satisfeito com tudo?

A felicidade parece caminhar justamente no sentido oposto: a busca pela plenitude somada à expectativa positiva (mais conhecida como esperança) traz a satisfação de se estar em constante movimento. Pelo menos para mim tem sido assim. Quanto mais busco e menos acho,mais encontro;e é desse jeito mesmo,paradoxal,que encontro momentos de satisfação.Não satisfação superficial mas aquela que vem de lembranças queridas de sonhos passados que agora se concretizam,da certeza de que faço o que gosto,da maravilhosa liberdade de não me importar mais com o que podem pensar de mim (depois de tantos anos me importando,aprendi a lição).

Muitos dizem não estarem satisfeitos,mas poucos reconhecem o que já têm. Não é à toa que está tudo uma bagunça: até mudarmos nossos vícios com relação à vida,muito tempo vai passar,muitas gerações virão.
Eu pelo menos

segunda-feira, 9 de junho de 2008

..

Chegando aos dezoito,acho que estou entrando numa crise tipo a da meia idade,sabe? Quero tanto ter uma juventude legal,que me peguei analisando tudo o que vivi até hoje,principalmente os momentos mais inusitados,como se estivesse avaliando o que ainda tenho que fazer e/ou viver. Sinto que todo mundo,nem que seja inconscientemente faz isso,e é algo engraçado. Estamos sempre caminhando em direção a nos mesmos e muitas vezes acabamos nos distanciando da nossa essência.
É meio que como disse Lennon:

"eu já estive em muitos lugares,mas só me encontrei em mim mesmo."

sábado, 7 de junho de 2008

Que o homem das estrelas traga o silêncio da escuridão e a doçura do espaço,pontilhado de luzes e solidão,dando a exata extensão da poesia.
O som do piano ecoa pelo espaço e rescinde na alma,onde tudo é doce e puro,pois lembranças são muito mais do que palavras.
É tudo mágico.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Divagação normal

Todos nós temos um pouco de normose,essa neurose de sermos normais. Por mais que todos neguem,é sempre assim. É engraçado ver o quanto gostamos de nos enganar só pra não termos que admitir falhas. E o melhor é que nunca conseguimos nos enganar,mas fingimos para nós mesmos,dizendo que acreditamos nos que dizemos,quer dizer,nos enganamos tentando nos convencer de que não estamos nos enganando (confuso,né??). E assim a vida passa...e passamos grande parte dela em função dos outros. Há quem diga: "não,comigo é diferente,faço o que quero e não me importo com o que os outros dizem!" mas...será? Realmente que existe alguém 100% seguro de si?? Desconfio...experimente encarar alguém na rua;é visível o incômodo que isso causa na pessoa. E se é o contrário,se alguém nos encara,é quase inevitável não surgir a dúvida de estarmos fazendo papel de idiotas,ou algo do tipo.
Talvez,no fundo,existam pessoas mais tranquilas em relação à isso do que outras,só que no fim,todo mundo guarda uma ponta de insegurança no subconsciente. Culpa de todos os valores que são mantidos há séculos na sociedade e que muuito lentamente estão mudando.
Bom,pelo menos há esperança.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...